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Cultura ARTE AFRICANA

Conhecendo os valores da Arte Africana

Bronzes de Benin, as esculturas da realeza

11/04/2021 20h54
Por: Alessandra Michele Mota Fonte: RepercutePB
Foto Ilustrativa / Bronzes de Benin
Foto Ilustrativa / Bronzes de Benin

Como representante dos costumes das tribos a arte africana vem como objeto de arte funcional onde expressa muita sensibilidade. É por meio das pinturas assim como nas esculturas, que a presença da figura humana identifica a preocupação com valores étnicos, morais e religiosos. Quando falamos da escultura, podemos ver que a mesma foi e é muito utilizada pelos artistas africanos, usando-se o ouro, bronze e marfim como sua principal matéria prima. Um exemplo da utilização do marfim como matéria prima, é a confecção das máscaras que representa um disfarce para a incorporação dos espíritos, onde ocorre a possibilidade de adquirir forças mágicas. Essas mascaras tem um significado místico e importante na arte africana, podendo ser usadas nos rituais e funerais.

Além do marfim, as máscaras africanas têm em sua confecção o barro e metais, além da madeira que é o material mais utilizado. O que muitos não sabem é que as máscaras africanas são criadas e modeladas na selva, esperando assim estabelecer a purificação e a ligação com a entidade sagrada. A arte africana e sua história é situada muito antes da história registrada. Uma prova disso, é os entalhes de 6000 anos atrás conservados no Saara e no Niger. Outra referência é a civilização egípcia, que por localização e características foi uma das mais originais civilizações africanas, apesar de ser erroneamente relacionado ao Oriente Médio, que de modo geral é visto como algo fora da África, resultado de um olhar estereotipado e preconceituoso.

Os métodos mais complexos da produção de arte foram desenvolvidos na África Subsaariana, por volta do século X. Nessa mesma época alguns dos mais notáveis avanços incluem o trabalho de bronze do Igbo Ukwu e a terracota, além dos trabalhos em metal de Ile Ife, uma fundição em bronze e latão, que na maioria das vezes era ornamentado com marfim e pedras preciosas. Na maior parte da África Ocidental tornou-se altamente prestigiado, sendo trabalho limitado dos artesãos voltado para a realeza local, como aconteceu com os Bronzes de Benin. Essas esculturas eram da realeza de Benin e foram pilhadas em 1897 por conquistadores europeus e hoje presentes no Museu Britânico de Londres, na Alemanha e Estados Unidos.

Já a pintura, é usada para decorar as paredes dos palácios reais, celeiros e das choupas sagradas. Por motivos variados que vão desde formas essencialmente geométricas até a reprodução de cenas de caça e guerra. Também usam a pintura para acabamentos em máscaras e para os adornos corporais. Mas ainda assim a escultura é a manifestação mais importante da arte africana, tendo a madeira como um dos seus materiais preferidos. Ao trabalha-la, o escultor também associa outras técnicas como: (cestaria, pintura, colagem de tecidos).

Mas são as “máscaras” as formas mais conhecidas da plástica africana. Que constituem síntese de elementos simbólicos dos mais variados, se convertendo em expressões da vontade criadora do africano. Foram também os objetos que mais impressionaram os europeus desde as primeiras exposições em museus europeus durante a expansão neocolonialista, através de milhares de peças saqueadas do patrimônio cultural da África, embora não tento reconhecimento do seu significado simbólico, hoje muitos governos africanos reivindicam sua devolução.

No corpo do bailarino a máscara transforma e conserva sua individualidade, servindo-se do corpo como se fosse um suporte vivo e animado, que encarna a outro ser: gênio, animal mítico que é representado assim momentaneamente. A máscara é um ser que protege quem a carrega, assim como está destinada a captar a força vital que escapa de um ser humano ou de um animal, no momento de sua morte. Essa energia captada na máscara é controlada e posteriormente redistribuída em benefício da coletividade. Como exemplo dessas máscaras destacam-se as Epa e as Gueledée ou Gelede.

Por terem uma visão holística e simbólica da vida, nas civilizações africanas cada indivíduo é parte de um todo, ligados, todos em função dos cosmos em uma eterna busca pela harmonia e equilíbrio. Na filosofia africana outro conceito fundamental da sua existência é a importância do grupo, para que a comunidade viva, cada fiel deve participar seguindo o papel que lhe pertence em nível espiritual e terreno. As religiões que tem uma relação direta com a arte africana no Brasil, são o Candomblé, e o culto aos Egungun que é de origem africana.

Texto inspirado no InfoEscola - Navegando e Aprendendo

 

 

 

 

 

 

 

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Sobre Blog Amota Artes
Nascida e criada em Belo Horizonte – MG. A artista plástica Alessandra vem a 14 anos de sua vida caminhando no mundo da arte. Onde ela experimenta não só técnicas novas como se testa bastante quando faz suas criações e artes em casa, seu local de trabalho. Hoje aos 39 anos, no Portal RepercutePB, estará trazendo em seu espaço denominado Blog Amota Artes, onde ela falará não só de sua vida como artista como de sua visão e assuntos relacionados
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