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Internacional IMPEACHMENT

Câmara dos EUA aprova segundo impeachment de Trump; processo segue para o Senado

A sua remoção ocorre de forma definitiva após o processo ser analisado e aprovado pelos senadores.

13/01/2021 19h33
Por: Redação RepercutePB Fonte: G1
O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: Gerald Herbert/AP Photo
O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: Gerald Herbert/AP Photo

Desta vez Trump foi considerado culpado por incitar à violência que resultou na invasão do Capitólio, a sede do Congresso americano, na semana passada. Antes, em 2020, ele havia sido sido declarado culpado por obstrução ao Congresso e abuso de poder.

Diferentemente do Brasil, o presidente dos EUA não é afastado quando o processo de impeachment é aberto no Senado. A sua remoção ocorre de forma definitiva após o processo ser analisado e aprovado pelos senadores.

Trump deve permanecer no cargo até a próxima quarta-feira (20), quando Joe Biden toma posse como novo presidente.

Em seu primeiro processo, Trump foi absolvido no Senado, de maioria republicana. Naquele caso, nenhum deputado de seu partido votou por sua condenação, e apenas um senador o fez.

Agora, porém, dez deputados republicanos foram favoráveis a seu afastamento. Isso estabelece um recorde: antes, apenas cinco deputados tinham votado pelo impeachment de um presidente de seu próprio partido, quando cinco democratas ficaram contra Bill Clinton, em 1988.

Os deputados republicanos que votaram a favor do impeachment de Trump foram:

John Katko – Nova York

Liz Cheney - Wyoming

Adam Kinzinger - Illinois

Fred Upton - Michigan

Jaime Herrera Beutler - Washington

Dan Newhouse - Washington

Peter Meijer - Michigan

Tom Rice – Carolina do Sul

Anthony Gonzalez - Ohio

David Valadao - Califórnia

Membros da Guarda Nacional são vistos dentro do Capitólio, em Washington DC, durante o debate na Câmara sobre o impeachment do presidente Donald Trump, na quarta-feira (13) — Foto: AP Photo/J. Scott Applewhite

Membros da Guarda Nacional são vistos dentro do Capitólio, em Washington DC, durante o debate na Câmara sobre o impeachment do presidente Donald Trump, na quarta-feira (13) — Foto: AP Photo/J. Scott Applewhite

Na terça-feira (12), o presidente americano falou com jornalistas pela primeira vez desde a invasão e afirmou que há "muita raiva" sobre o novo processo de impeachment e que se trata da "continuação da maior caça às bruxas da história da política".

Votação no Senado

Nunca um presidente americano teve o impeachment aprovado no Senado. Antes de Trump, Andrew Johnson e Bill Clinton também tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara e foram absolvidos pelos senadores. Já Richard Nixon renunciou antes de o processo ser votado na Câmara.

A dúvida é se os senadores republicanos que romperam com Trump conseguirão formar a maioria de dois terços no Senado para destituí-lo (na Câmara é preciso apenas maioria simples para o processo avançar). Outra incógnita é se o Congresso pode seguir com o impeachment após o presidente deixar o cargo.

Apesar disso, o líder do Partido Republicano, Mitch McConnel, afirmou a interlocutores que está satisfeito que os democratas estão tentando tirá-lo da Casa Branca e que o presidente cometeu crimes passíveis de impeachment, segundo o jornal "The New York Times".

McConnell, senador pelo Kentucky que apoiava Trump até a invasão ao Capitólio - que resultou em cinco mortes -, disse reservadamente que será mais fácil expulsar Trump do partido com o impeachment.

Biden não toma posição

Ao contrário dos congressistas democratas — como a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o líder do partido no Senado, Chuck Schumer —, o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, se recusou a endossar o processo de impeachment e deixou a decisão a cargo do Congresso.

O futuro presidente não quer inflamar os ânimos entre os republicanos e agregá-los novamente em torno de Trump, em um momento em que o presidente e seu partido estão enfraquecidos. Ele também foge do desgaste político, da paralisia legislativa e de um desvio de rota de sua agenda no Congresso.

Para Biden, o ideal seria que o processo de impeachment sofresse uma pausa no Senado. Assim, não poria em risco os planos para combater a pandemia do novo coronavírus e seus reflexos na economia americana.

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